Pesca ao feeder
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O princípio
O feeder é uma pesca ao fundo em que o engodo viaja com a linha: um pequeno alimentador é cheio de engodo, larvas ou pellets e lançado exatamente para o mesmo ponto em cada lançamento. O isco fica assim no meio da mancha de engodo. Os toques leem-se numa ponteira sensível. É uma técnica muito eficaz para carpas, barbos e outros ciprinídeos em rios e albufeiras de Portugal, e cada vez mais popular no Brasil em pesqueiros.
O material
Uma cana de feeder com várias ponteiras de potência diferente; um carreto com clip para fixar a distância; nylon ou multifilamento, com líder de choque para lançamentos pesados; um sortido de alimentadores (abertos para engodo, fechados para larvas em rio, method feeders com o engodo prensado à volta do isco); e anzóis adequados ao isco, de preferência sem barbela.
Precisão acima de tudo
O segredo é a precisão. Escolha uma referência na margem em frente, lance, fixe a distância com o clip e mande todos os lançamentos para o mesmo ponto. Alguns alimentadores bem carregados no início constroem o pesqueiro; depois, relance a cada poucos minutos. Em rio precisa de um alimentador pesado o suficiente para ficar no fundo; em albufeira, o method feeder costuma dar toques mais depressa.
Ler os toques
Um puxão franco na ponteira: ferre. Pequenos toques repetidos: espere um pouco. A ponteira endireita de repente: o peixe deslocou o alimentador na sua direção; recolha a linha e ferre. Uma ponteira demasiado rígida esconde os toques finos, uma demasiado mole mexe com qualquer corrente.
Engodar com moderação
Arlinghaus e Niesar (2005) mediram a digestibilidade de iscos e engodos para carpa e discutiram o seu papel na eutrofização: o excesso degrada a água e não aumenta as capturas. Ajuste a quantidade ao número de peixes presentes.
Montagens seguras e cuidado com o peixe
Use montagens que libertem o alimentador se a linha partir, para que nenhum peixe fique preso. Para peixes grandes, leve camaroeiro adequado e tapete de desferrar. Se usar manga onde é permitido, Pottinger (1998) lembra que a retenção provoca stress mensurável: limite o tempo. Verifique ainda, junto do ICNF ou da autoridade local, o número de canas, as regras de pesca noturna e se as espécies capturadas podem ser devolvidas à água.
O material, peça a peça
- Cana de feeder com ponteiras intercambiáveis de várias potências
- Carreto com clip para repetir a distância
- Nylon ou multifilamento, com líder de choque para lançamentos pesados
- Alimentadores abertos, fechados e method feeders
- Anzóis adequados ao isco, de preferência sem barbela
- Engodo e pellets para carregar o alimentador
- Larvas, casters, minhocas, milho, pellets
- Camaroeiro adequado aos maiores peixes esperados
- Tapete de desferrar para carpas e barbos
Passo a passo
- Escolher uma referência na margem oposta.
- Lançar e fixar a distância com o clip do carreto.
- Lançar vários alimentadores bem carregados para o mesmo ponto.
- Iscar, carregar e relançar a cada poucos minutos.
- Esticar a linha e observar a ponteira.
- Ferrar com um movimento amplo e controlado.
- Recolher, desferrar e relançar para o mesmo ponto.
Erros frequentes
- Lançar a distâncias diferentes.
- Ponteira demasiado rígida.
- Montagens inseguras: o alimentador deve soltar-se se a linha partir.
- Engodo a mais em águas pequenas.
- Deixar as canas sem vigilância.
Regras a verificar antes de sair
- Número de canas permitido.
- Restrições de engodo e iscos em algumas águas.
- Regras da manga.
- Pesca noturna.
- Tamanhos mínimos e limites de captura.
Regulamentos de pesca por país
Estudos citados
- Arlinghaus & Niesar (2005) Nutrient digestibility of angling baits for carp, Cyprinus carpio, with implications for groundbait formulation and eutrophication control Fisheries Management and Ecology doi:10.1111/j.1365-2400.2004.00425.x
Mede a digestibilidade de iscos e engodos para carpa e discute o seu papel na eutrofização: argumento para engodar com moderação. - Pottinger (1998) Changes in blood cortisol, glucose and lactate in carp retained in anglers’keepnets Journal of Fish Biology doi:10.1111/j.1095-8649.1998.tb01828.x
Mede o stress de peixes mantidos em manga, prática comum em provas de feeder.