Pesca à mosca (seca e ninfa)

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Lançar quase nada

Na pesca à mosca é a linha, pesada, que transporta o lançamento, e não um chumbo na ponta. Assim é possível apresentar imitações quase sem peso: insetos adultos à superfície (mosca seca), larvas debaixo de água (ninfa) e pequenos peixes (streamer). É a pesca por excelência da truta-fário nos rios de montanha do norte de Portugal, mas também serve para bogas, escalos, achigãs e até lúcios; no Brasil, trutas nas serras e muitas espécies de água quente.

O equipamento

Uma cana de linha 3 a 6 para truta, mais potente para peixes grandes; um carreto simples; uma linha flutuante para começar; uma baixada cónica com ponta fina. Junte uma caixa de moscas, uma pinça, um camaroeiro de malha emborrachada, waders e óculos polarizados.

A seca: pescar o que se vê

Quando os insetos eclodem e os peixes sobem à superfície, observe o que voa ou deriva. Escolha primeiro o tamanho certo, depois a silhueta e a cor. Coloque-se a jusante ou em diagonal, lance um pouco acima do peixe e deixe a mosca derivar exatamente à velocidade da corrente. O arrasto, o movimento artificial provocado pela linha puxada pela corrente, é o inimigo número um: um peixe desconfiado recusa uma mosca que não deriva de forma natural.

A ninfa: pescar debaixo da superfície

Na maior parte do tempo os peixes alimentam-se debaixo de água. Uma ninfa lastrada a derivar junto ao fundo, controlada com um indicador ou pela ponta da linha, é então muito mais eficaz. O toque vê-se como uma paragem, um desvio ou uma aceleração: na dúvida, ferre. As técnicas de ninfa de linha curta, à checa ou à francesa, são muito eficazes nos rios rápidos.

Devolver bem

A mosca costuma ferrar no canto da boca, o que a torna adequada à captura e devolução. Meka (2004) estudou, numa pescaria de truta-arco-íris no Alasca, como o tipo de anzol, a experiência do pescador e o tamanho do peixe influenciam as lesões e a duração da captura. Schill e Scarpella (1997) concluíram que as regras de anzóis sem barbela são sobretudo uma questão social, embora estes anzóis facilitem desferrar. Ferguson e Tufts (1992) mostraram o efeito de uma breve exposição ao ar em trutas exaustas: desferre dentro de água e limite as fotos.

Regras

Em Portugal, a pesca lúdica em águas interiores exige licença emitida pelo ICNF; confirme junto do ICNF e da entidade gestora as regras do local onde pesca. Consulte a página de regulamentação e o regulamento da zona.

O material, peça a peça

  • Cana de mosca de linha 3 a 6 para truta, mais potente para lúcio ou salmão
  • Carreto de mosca com travão suave
  • Linha flutuante (seca, ninfa com indicador) ou afundante
  • Baixada cónica e pontas finas
  • Moscas secas, ninfas lastradas, emergentes, streamers
  • Pinça para desferrar e esmagar a barbela
  • Camaroeiro de malha emborrachada
  • Waders e botas de vadear
  • Óculos polarizados para ver os peixes e proteger os olhos

Passo a passo

  1. Observar a água: subidas à superfície, insetos, pesqueiros.
  2. Escolher a mosca que imita o que eclode ou deriva (primeiro o tamanho, depois a cor).
  3. Colocar-se a jusante ou em diagonal, sem ser visto.
  4. Lançar um pouco a montante do peixe e deixar derivar sem arrasto.
  5. Na ninfa, vigiar o indicador ou a ponta da linha e ferrar a qualquer hesitação.
  6. Ferrar, cansar pouco, recolher com camaroeiro e desferrar dentro de água.

Erros frequentes

  • O arrasto: a mosca puxada pela linha denuncia o engano.
  • Deixar-se ver ou pisar com força a margem.
  • Ponta demasiado grossa para peixes desconfiados.
  • Lutas demasiado longas e fotos fora de água.

Regras a verificar antes de sair

  • Troços só de mosca e de captura e devolução.
  • Anzóis sem barbela e mosca única obrigatórios em alguns troços.
  • Número de moscas permitido na baixada.
  • Épocas e tamanhos mínimos da truta e do salmão.

Regulamentos de pesca por país

Estudos citados

  1. Meka (2004) The Influence of Hook Type, Angler Experience, and Fish Size on Injury Rates and the Duration of Capture in an Alaskan Catch-and-Release Rainbow Trout Fishery North American Journal of Fisheries Management doi:10.1577/m03-108.1
    Estuda como o tipo de anzol, a experiência do pescador e o tamanho do peixe influenciam as lesões e a duração da captura numa pescaria de captura e devolução de truta-arco-íris no Alasca.
  2. Schill & Scarpella (1997) Barbed Hook Restrictions in Catch-and-Release Trout Fisheries: A Social Issue North American Journal of Fisheries Management doi:10.1577/1548-8675(1997)017<0873:bhrica>2.3.co;2
    Analisa as regras de anzóis sem barbela em águas de truta de captura e devolução e conclui que são sobretudo uma questão social.
  3. Ferguson & Tufts (1992) Physiological Effects of Brief Air Exposure in Exhaustively Exercised Rainbow Trout (Oncorhynchus mykiss): Implications for "Catch and Release" Fisheries Canadian Journal of Fisheries and Aquatic Sciences doi:10.1139/f92-129
    Mostra o efeito fisiológico de uma breve exposição ao ar em trutas exaustas: base do conselho de manter o peixe na água.